Cebola Caramelada

Uma deliciosa opção para dias de festa, com sabor agridoce, super exótico.

"Maionese" de Festa

Uma deliciosa combinação para dias especiais.

Enroladinho de Couve (Crudívoro)

Quem foi que disse que comida crua tem que ser feia, sem graça e sem sabor?

Pepinos Recheados

Mais uma delícia crudívora.

Salada com Hummus de Grão de Bico (Crudívoro)

Uma mistura de sabores exótica excelente para dias de verão.

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Saturday, November 24, 2012

Glúten e suas complicações


Glúten vira cola no intestino e provoca diversas complicações
Foto de alimentos que contém glúten
O inimigo de quem busca uma vida saudável está no pão, no bolo ou na cerveja. É o Glúten – uma substância encontrada no trigo, no centeio, na aveia e na cevada. Segundo médicos e especialistas, ao chegar no intestino o glúten transforma-se em uma espécie de cola grudando nas paredes intestinais. Com o passar do tempo, provoca saturação do aparelho digestivo, aumento da gordura na região do abdome, dores articulares, alergias cutâneas e depressão.

Muito desses problemas de saúde são em decorrência na mudança de cardápio dos brasileiros que passaram a comer em excesso alimentos ricos em glúten como pães, biscoitos, macarrão e bolos. Hoje até queijos embutidos vem com a substância. A nutróloga Clara do Brandão, do Ministério da Saúde, alerta para a criação de uma soberania alimentar. “Mandioca, milho e arroz no lugar do trigo importado, que faz tanto mal a saúde”, disse.

O corpo responde de diversas maneiras: obesidade, síndrome de resistência à insulina, deficiência de cálcio, alergias, diarréias e doenças auto-imunes. O nutrólogo João Curvo conta que os chineses consideram o excesso de glúten sinal de má higiene interna já que o metabolismo emperra, favorecendo bactérias que gostam de calor e estagnação.

A dieta sem glúten é moda nas academias pois o emagrecimento e a redução de gordura na área abdominal é comprovada. Muita gente está incluindo na alimentação pães de aipim e de milho, macarrão de arroz e cookies de soja. O nutricionista Leonardo Haus está recomendando a dessensibilização ao glúten. Trata de um período de três meses no qual não se pode comer os quatro cereais que contêm o glúten - trigo, centeio, cevada e aveia. “A idéia é uma reeducação alimentar. Você pode comer um pãozinho mas o excesso pode alterar todo o seu metabolismo, baixar a imunidade do organismo e levar doenças. Mas é bom lembrar que nem todo obeso tem essa intolerância alimentar”, explica.

Intestino sem glúten produz serotonina e gera alegria é a afirmação de especialistas da área nutricional. As dificuldades no começo da dieta podem aparecer por isso uma boa dica para ter o sucesso esperado é a ingestão constante de frutas, que além de leves são nutritivas e de baixa caloria. Outro fator importante é procurar no mercado alimentos produzidos com boa qualidade.

Pessoas alérgicas aos efeitos do glúten estão agindo de maneira mais radical e submetendo-se a colonterapia. Um procedimento de lavagem do intestino grosso que faz circular de 40 a 50 litros de água provocando uma limpeza geral. Um dado interessante: os alimentos em geral levam 18 horas da mastigação até a eliminação pelo reto. Alimento com o glúten leva 26 horas. Consumido em excesso vai retendo cada vez mais toxinas no organismo e promovendo a disbiose, que é a alteração da flora normal, com fermentação e retenção de líquidos. Podendo ocorrer uma série de doenças articulares, auto-imunes e depressão. Depois da colonterapia, o intestino volta a produzir o neurotransmissor da alegria – serotonima.

Ainda existem casos que as pessoas tem uma intolerância genética ao glúten, os celíacos. Pesquisas indicam que um em cada 300 brasileiros são portadores da doença. O diagnóstico é difícil pois é uma doença pouco conhecida no Brasil. Se o glúten é estritamente proibido para os celíacos, as pessoas que não sofrem do problema não precisam ser tão radicais. Comer um pãozinho de vez em quando está liberado.
Problemas relacionados ao consumo de glúten 

· Intolerância alimentar: o glúten é uma cola que adere as paredes intestinais e vai bloqueando o funcionamento do intestino. Os primeiros sintomas são intolerância alimentar, desconforto abdominal, gases e retenção de líquidos.
· Obesidade: Com o metabolismo lento não se processa devidamente os alimentos tendo como conseqüência o acúmulo de gordura abdominal.
· Baixa imunidade: afeta o sistema imunológico favorecendo doenças auto-imunes.
· Intoxicação e enxaqueca: o metabolismo estagnado dificulta a eliminação das toxinas elevando o risco de doenças como dores de cabeça e enxaquecas.
· Açúcar: Como o glúten é aliado do açúcar, seqüestrador do cálcio, aumentam os riscos de osteoporose, cáries, ranger de dentes, insônia, hipertensão e colesterol alto.

Fonte: Márcia Cezimbra do O GLOBO.

ATENÇÃO: A responsabilidade deste artigo é exclusiva de seu respectivo autor (fonte). 

Friday, November 23, 2012

Pizza sem Glúten, com Mandiopiry




Ahá! Aposto que você se desesperou inúmeras vezes achando que por ser vegano e celíaco você estava condenado a nunca mais comer uma pizza deliciosa! Pois anime-se, amig@, porque hoje eu quero compartilhar aqui uma pizza suuuuuper deliciosa e que é 100% livre de glúten e 100% livre de crueldade.

Mas aí você há de perguntar: "Mas como é possível fazer uma massa de pizza sem trigo?!" tchan-tchan... Com outras farinhas que a substituem tão bem, a exemplo da farinha de amaranto e de arroz (ambas usadas nesta receita)... E aí você me pergunta de novo: "Mas é possível fazer um queijo que tenha a consistência e o sabor semelhantes ao muzzarella?"... Claro que sim, minha gente! Aliás o Mandiopiry fica tão gostoso que dá vontade de comer purinho, todinho... :)

Ok, ok! Mas vamos deixar de tortura e vamos à receita...

- Ingredientes da massa:

1 pacotinho (7 g) de fermento biológico;
1 xícara de água morna (tem que ser morna e não quente);
1 xícara de farinha de amaranto;
1 1/4 xícaras de farinha de arroz integral;
2 colheres (sopa) de linhaça triturada;
1 colher (chá) de sal;
1 colher (chá) de orégano desidratado;
1 colher (chá) de manjericão desidratado;
1 pitadinha de pimenta em flocos;
1 colher (sopa) de agave;
1 colher (chá) de vinagre de maçã.

- Modo de fazer:

Em uma vasilha pequena dissolva o fermento biológico na água morna até que fique esbranquiçado e cremoso.
Em uma vasilha grande combine as farinhas, a linhaça, o sal, o orégano, o manjericão e a pimenta vermelha. Misture bem.
Faça um buraco no meio da mistura de farinhas e adicione o fermento, o agave e o vinagre de maçã. Misture muito bem.
Cubra e reserve enquanto prepara o molho e o "queijo".

- Ingredientes do molho:

1 lata de extrato de tomate, ou catchup sem glutamato monossódico;
1 colher (sopa) de orégano desidratado;
1 colher (sopa) de manjericão desidratado;
1 pitadinha de pimenta em flocos;
1/2 colher (chá) de sal;
2 - 3 alhos amassados.

- Modo de fazer:

 Misture tudo e reserve.

- Ingredientes do Mandiopiry:

1 1/4 xícaras de mandioca (aipim/macaxeira);
1 1/2 xícara de água;
1/2 xícara de azeite de oliva;
1/2 xícara de polvilho doce;
Sal a gosto

- Modo de fazer:

Cozinhe a mandioca. Quando estiver bem macia, bata no liquidificador com a água (de preferência com a água do cozimento), o sal e o azeite.
Como fica espesso, coloque esta mistura em uma panela e acrescente o polvilho aos poucos, mexendo bem para dissolver.
Cozinhe até que engrosse um pouco e está pronto para o uso.

- De volta à massa:

Pré aqueça o forno a uma temperatura média. Coloque a massa em uma forma de pizza untada e leve ao forno até que se note crocante.
Retire do forno (não apague) e comece a montagem da pizza.
Primeira camada de molho. Espalhe bem.
Segunda camada de Mandiopiry. Espalhe bem. Se estiver muito grossinho e não der para espalhar, coloque pequenos bocados por toda a pizza, porque no forno ele volta a derreter.
Terceira camada de cebola refogada (eu refoguei 3 cebolas grandes).
Quarta camada de tomates em rodelas.
Quinta camada de pimentão em rodelas.
Sexta camada de azeitonas picadas.
Sétima camada de champignones.
Polvilhe orégano desidratado por cima e leve ao forno até que o Mandiopiry esteja borbulando bastante e as verduras semi cozidas.
Retire do forno e coma até se empanturrar porque o negócio é bom demais da conta... Hahahahahaba...

Bom apetite! :)

Thursday, November 22, 2012

Talharim de Pepino com Molho Teryiaki




Esta é a mistura de duas receitas que eu já publiquei aqui, o Talharim de Pepino e o Molho Teryiaki... Hehehehehehehe... Só fiz acrescentar um ingrediente muito bom: a maçã... :D

Às vezes eu sou assim, fico totalmente sem inspiração e aí resolvo juntar duas ou três receitas e daí surge outra que acaba sendo tão boa, ou até melhor que as originais... A culinária para mim só tem graça se for assim... :D Não sou muito de convenções e regras, limitações... Gosto sim, de ter liberdade de inventar, recriar, adaptar... Isso sim, é bom demais! ;)

- Ingredientes:

2 pepinos grandes;
1/2 cebola fatiada super fina;
2 maçãs fatiadas finas;
Molho Teryiaki.

- Modo de fazer:

Faça o talharim de pepino de acordo com a receita original daqui.
Junte a cebola e as maçãs.
Misture o Molho Teryiaki e pronto... :D

Bom apetite! :)

Monday, August 27, 2012

Glúten onde menos se espera...


Para você que pensava que o glúten estava presente somente nos produtos alimentícios é bom ter cuidado também com o que usa externamente. Shampoos, sabonetes, cremes, e até pastas dentais podem estar contaminados com o glúten e isso pode lhe causar um problema realmente grave, caso não esteja atento.

Tomei a liberdade de copiar uma lista de produtos de higiene e beleza que contém glúten ou trigo em sua formulação do site do Rio sem Glúten para que possam ter uma noção de onde encontrar os perigos.

Vejam só:

Wheat Derived Ingredients : (Trigo)

Amp-Isostearoyl Hydrolyzed Wheat Protein;
Disodium Wheatgermamido Peg-2 Sulfosuccinate;
Hydrolyzed Wheat Gluten;
Hydrolyzed Wheat Protein;
Hydrolyzed Wheat Protein Pg-Propyl Silanetriol;
Hydrolyzed Wheat Starch  Dextrin Palmitate;
Hydrolyzed Wheat Flour;
Hydrolyzed Wheat Protein/Pvp Crosspolymer;
Hydroxypropyltrimonium Hydrolyzed Wheat Protein;
Stearyldimoniumhydroxypropyl;
Triticum Vulgare (Wheat) Flour Lipids;
Triticum Vulgare (Wheat) Germ Extract;
Triticum Vulgare (Wheat) Germ Oil;
Vitamin E Derived From Wheat Germ Oil ;
Triticum Vulgare (Wheat) Gluten;
Triticum Vulgare (Wheat) Starch;
Wheat Amino Acids;
Wheat Bran Extract;
Wheat Germ Extract;
Wheat Germ Glycerides;
Wheat Germ Oil;
Wheat Germamidopropyldimonium Hydroxypropyl;
Wheat (Triticum Vulgare) Bran Extract;
Wheat Germamidopropalkonium Chloride Wheat Protein;
Wheat Germamidopropyl Ethyldimonium Ethosulfate Yeast Extract;


Oat Derived Ingredients: (Aveia)

Savena Sativa (Oat) Flour;
Avena Sativa (Oat) Kernel Protein;
Oat (Avena Sativa) Extract;
Oat Beta Glucanoat Extract;
Oat Floursodium Lauroyl;
Oat Amino Acids;
Avena Sativa (Oat) Kernel Flour;
Hydrolyzed Oat Flour

Barley Derived Ingredients: (Cevada)

Samino Peptide Complex;
Barley Extract;
Hordeum Vulgare (Barley)  Extract;
Phytosphingosine Extract
Barley Lipids
Secale Cereale (Rye) Seed Flour;

Hydrolyzed Vegetable Protein (Se não especifica fica a  dúvida)
Hydroxypropyl (Quando não especifica qual vegetal  / Pode ser de Trigo)
Cyclodextrin
Dextrin (Pode ser de Soja, Milho, mas se não especifica pode ser de Trigo ou Aveia)
Maltodextrin ( Pode ser de Milho, mas se não especifica fica a dúvida).

Fonte: http://www.riosemgluten.com/lista_de_produtos_de_beleza.htm

Saturday, August 18, 2012

Glúten e Problemas Neurológicos


Eu encontrei este artigo e achei muito interessante e como tem tudo a ver com a temática do blog, decidi fazer minha tradução livre (o original está em inglês e disponibilizarei o link se quiserem verificar) para que possamos compreender um pouco melhor a problemática do "ser Celíaco", que pode ir muito além da questão alimentícia, tão somente. É longo, mas vale a pena ler!

O artigo se entitula "Efeitos Neurológicos da Intolerância ao Glúten" e diz assim:

"Dr. Tom O'Bryan e outros médicos da Clínica Mayo, afirmaram que a Doença Celíaca é, primariamente, uma enfermidade neurológica, e que os sintomas clássicos - primariamente gastrointestinais - são, na verdade, a ponta do iceberg, enquanto outros efeitos fisiológicos são mais comuns. Estes efeitos incluem disfunções neurológicas e de saúde mental significativas, problemas de aprendizagem e de capacidades motora e cognitiva.

Em 2008 eu escrevi um artigo chamado "Glúten, Doença Celíaca e o Cérebro". Abaixo segue um artigo que é um forte argumento para melhor consideração do efeito de sensibilidades alimentares no tratamento de problemas neurológicos e de saúde mental. (...)

'Nutrição para a Mente: Um cérebro livre de glúten para uma melhor saúde mental e neurológica

Mais de 57 imlhões de americanos têm sido diagnosticados com problemas de ordem mental, uma estimativa de um em cada quatro ou cinco adultos. Um estudo recente no Reino Unido revelou que 6% da população sofre de problemas neurológicos que vão do daltonismo à dormência nas mãos e pés e à total imobilidade. Problemas de aprendizagem, retardo no desenvolvimento, e problemas de atenção também têm seu componente neurológico. Enquanto a contaminação ambiental certamente cumpre um papel, seria parte do problema o que estamos comendo?

Uma substância alimentar tem sido associada, cada vez mais, a sintomas neurológicos - Glúten: uma proteína encontrada em cereais como o trigo, centeio, cevada e relacionados. Pessoas com sensibilidade ao glúten vêm sendo estudadas com relação à hereditariedade da Doença Celíaca autoimune, que estima-se afetar, pelo menos, um por cento da população; mas a sensibilidade ao glúten pode estar presente na forma de intolerância ao glúten - dificuldade digestiva em processar a proteína dos grãos relacionados - que pode afetar a uma parcela muito maior da população. Sensibilidade ao glúten pode levar a efeitos neurológicos e de saúde mental em várias formas, incluindo: como gatilho a respostas inflamatórias autoimunes através do sistema nervoso; produzindo efeitos narcotizantes no cérebro; induzindo mudanças nos fluídos cerebrais, ou na corrente sanguínea; e, através da Doença Celíaca, causar a má absorção de nutrientes chave necessários para uma optima saúde mental e neurológica.

Engajar-se em um estudo compreensivo de mais de quarenta problemas mentais e neurológicos relacionados à Doença Celíaca e Intolerância ao Glúten requereria inúmeros volumes e uma vida de estudos. Observem na tabela abaixo a lista de problemas neurológicos e de saúde mental que podem estar relacionados à Doença Celíaca.

Transtorno de Déficit de Atenção
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Alzheimer
Ansiedade
Dificuldade Motora
Dificuldade Motora com Atrofia Muscular
Autismo
Desordem Bipolar
Ataxia Cerebral
Pouca Oxigenação do Cérebro
Inflamação Cerebral
Demência
Depressão
Retardo de Desenvolvimento
Dificuldade para Escrever
Epilepsia
Encefalite
Distúrbio da Habilidade Motora Fina
Esquizofrenia
Distúrbio Motor ao Caminhar
Dor de Cabeça
Enfermidade de Huntington
Hipotonia
Paralisia Muscular
Distúrbios de Aprendizagem
Encefalopatia
Esclerose Múltipla
Perda Muscular
Narcolepsia
Neuromiotonia
Parkinson
Neuropatia Periférica
Encefalopatia Periférica Multifocal
Encefalopatias Progressivas
Tiques e Movimentos Incontroláveis
Mal Estar'.

Os que estudam a Doença Celíaca, a exemplo do Dr. Thomas O'Bryan, sempre afirmam que os sintomas gastrointestinais comumente agrupados como "sintomas clássicos da Doença Celíaca" são apenas a ponta do iceberg, e que enfermidades neurológicas relacionadas ao consumo do glúten são muito mais prevalentes na população do que se imagina. Recentemente isso parece estar se tornando um consenso.

Sabemos que determinadas comidas, incluindo o glúten, podem desencadear problemas neurológicos e sintomas comportamentais; sabemos também que pessoas que experimentam incapacidade de aprendizado, instabilidade de humor, doença mental, e inclusive comportamento criminal, podem mudar os hábitos alimentares e podem superar os comportamentos prévios e viver uma vida saudável e produtiva. Uma revisão em um trabalho de Barbara Reed Stitt com criminosos, revela como condições mentais prevalentes e o acompanhamento de condições médicas, a exemplo da hipoglicemia reativa são presentes entre os encarcerados. Tratar prisioneiros com uma dieta apropriada é uma grande fonte de economia nos cuidados da saúde, especialmente considerando que os EUA têm a maior incidência de encarceramentos do mundo - 3.2% de todos os americanos adultos. (Há quase 100.000 jovens nas casas de correção). Em média os estados gastam 7% do orçamento anual em prisões.

(...)

Ainda temos um longo caminho a seguir no entendimento de todos os mecanismos patológicos por trás de problemas neurológicos e de saúde mental, e que papel a alimentação e as substâncias a ela relacionadas jogam no desenvolvimento dos sintomas. No entanto, a evidência clínica, colhida de renomados jornais, é significante. Centenas de milhares de pessoas que sofrem diariamente com problemas neurológicos e de saúde mental relacionados a substâncias encontradas em comidas comuns do dia-a-dia, podem fazer escolhas da dieta que podem ter um impacto positivo em sua saúde, livrando-os da dificuldade com que viveram toda sua vida, e, em alguns casos, ajudá-los a se recuperar completamente. É tempo que o público esteja mais alerta a esta importante conexão - que o que comemos tem o poder de definir quem somos como individuais. Somos o que comemos, e isso é de vital importância para determinarmos nossa dieta como parte integral em qualquer plano de tratamento, evitando correr exclusivamente em direção aos fármacos no que concerne ao tratamento de enfermidades neurológicas crônicas e mentais.

Uma das questões mais críticas que encontramos na sociedade é: por que não implementamos ainda, em larga escala, mudanças alimentares necessárias para o começo desta mudança? E, significativamente, por que instituições alimentares - tais como as encontradas nas escolas, hospitais e prisões - ainda estão repletas de problemas em relação a alimentação? Nossas instituições permitem as mudanças necessárias para acomodar reações individuais a comidas, incluindo pessoas sensíveis ou alérgicas, ou intolerantes? É tempo que cada médico, professor, sistema de ensino, hospitais e instituições correcionais abram os olhos e comecem a implementar um largo sistema de mudanças. Oferecer opções aos Celíacos significa ir muito além que oferecer saladas sem croutons ou sanduiches sem pão! Significa oferecer alimentos livres de glúten, naturalmente preparados e atrativos, como grãos seguros, vegetais da estação. Custa mais oferecer este tipo de alimentação às crianças em desenvolvimento, para nossa população médica e psicologicamente fragilizada? Sim, custa. Mas o custo da produção de alimentos pode ser balanceada com o peso de nosso sistema de saúde fora de controle, e do sofrimento daqueles com desordens mentais e neurológicas tratáveis, ou mesmo preventivas.

Alguns cientistas sugerem que o meio ambiente tem um papel de destaque em problemas neurológicos e de saúde mental, mas, eu acho que também necessitamos nos perguntar - enquanto sociedade - como estamos nos alimentando, e no que depende de nós, pode ser melhor? Já sabemos a resposta. Também sabemos que nutrição começa em casa, assim, espero que cada pai aprenda a prestar atenção aos sinais sutis ou não sutis de sensibilidades alimentares em seus filhos, e escolher sua alimentação adequadamente. Sabemos agora que "comer tudo no prato a sua frente" não é sempre o melhor conselho. Como nação, enfrentamos uma endemia de obesidade infantil, aumento de alergias nas escolas, aumento de diagnósticos de Autismo, e uma em cada cinco crianças sofrendo com problemas de aprendizagem. Como mãe e profissional da saúde, isso realmente me assusta. Se continuarmos neste caminho, estaremos nos encaminhando para a piora da saúde de nossa nação e dificlmente cuidaremos bem do futuro de nossas crianças".

Wendy L Cohan, RN, November, 2010 - Gluten Free Choice Consulting (http://www.glutenfreechoice.com/neurological_effects_of_gluten_intolerance)

Monday, August 13, 2012

Substitutos para o Glúten




Viver sem glúten é uma tarefa muito mais simples do que se imagina. Nosso maior inimigo para viver uma dieta sem glúten ainda é a desinformação. Muitos não têm idéia de como substituir ingredientes com esta proteína, mas vejam que não é nenhum bicho de sete cabeças. Querem ver só?!

Macarrão com sêmola de trigo - substitua por Macarrão de arroz, milho ou quínoa
Seitan ou "carne" de glúten - substitua por Tofu
Tabule - substitua por Quínoa
Trigo em grãos - substitua por Arroz Integral
Tortilhas de trigo - substitua por Tortilhas de milho
Farinha de trigo - substitua por Farinha de arroz, de milho, amaranto ou polvilho

Em determinados casos, algumas pessoas parecem ser tolerantes a certos tipos de glúten, enquanto outras experimentam sintomas a outros. Por este motivo alérgicos moderados podem comer tortilhas e pães, por exemplo, feitos por grãos germinados, enquanto outros podem tolerar a aveia, sem maiores problemas.

No entanto é preciso ficar sempre alerta porque pessoas com um alto nível de intolerância ao glúten podem apresentar também intolerância ao milho, à soja, a lactose, entre outros.

Uma vida de observação e consciência é o que nos espera. Mas tem seu lado positivo.

Namastê! __/\__

Thursday, August 9, 2012

Veganos e Celíacos na Escola


A vida na escola já não é uma tarefa fácil para as crianças sem restrições alimentícias, imaginem então para que as têm, e baseadas em dois preceitos, um de saúde e outro de filosofia... Aí então a coisa fica meio braba, mas como eu já comentei aqui antes, nada é impossível!

Como mãe de uma menina de 8 anos Vegana e Celíaca (é ela mesma na foto, comendo um pêssego que mal cabia em suas mãozinhas, com 1 ano e 8 meses), devo dizer que o aprendizado com relação à nova condição de glúten free tem sido muito interessante. Aliás, muito mais interessante do que problemática, devo dizer. Mas tudo isso tem um porquê!

Desde que decidimos que criaríamos a nossa filha no Veganismo, como já era nosso estilo de vida, sabíamos das dificuldades que ela enfrentaria, principalmente no ambiente escolar. E foi justamente por isso que decidimos criá-la com consciência das coisas. Ela sabe que não deve comer alimentos de origem animal porque é cruel, porque causa dano a outros seres, e além disso, porque o organismo não está estruturado fisiologicamente para isso e por isso faz mal, e muito! Decidimos conscientizá-la desde pequenina com argumentos concretos e sem fanatismos, o que resultou em uma educação sábia, sendo ela hoje uma criança que sabe dizer não (e porque não) aos alimentos de origem animal.

Mas eis que juntamente a esta questão filosófica, tivemos que unir a questão da saúde: a Condição Celíaca que ela herdou de alguém, da minha família ou do pai, não sabemos. E a partir de então, a conscientização do que pode, não pode, do que deve, não deve, tem sido ainda maior, principalmente porque a questão Celíaca não se resume unicamente aos alimentos.

É sabido que o glúten está presente em vários instrumentos de trabalho nas escolas: o giz, a massinha de modelar são apenas alguns exemplos. Além disso, há a questão dos amiguinhos que, muitas vezes, insistem em trocar os lanchinhos - o que para o Celíaco pode ser fatal. Então o que fazer? Simples! É só educar o seu filho em casa, que ele saberá exatamente o que fazer na rua. Hoje minha filha me diz que eu posso confiar nela, que não preciso avisar à professora, ou aos amiguinhos para terem cuidados especiais com sua condição, pois ela mesma já tem consciência total e plena do que pode e do que não pode e, nas palavrinhas dela mesmo: "você acha que eu sou doida de colocar na boca uma coisa que pode me matar?"... Pois é, gente! Educar não é somente ensinar a contar e a ler, é ensinar o que é certo e o que é errado com exemplos claros que possam ser compreendidos pela cabecinha das crianças e com argumentos concretos...

Boa sorte a todos!

Namastê!

Sunday, July 22, 2012

Sou Celíaco, e agora?






Bom, se você acabou de descobrir que é Celíaco ou que alguém de sua família o é, é bom saber o que acontece com o seu organismo na presença do glúten.

Como comentei em post passado, a Condição Celíaca é uma alergia/intolerância grave e definitiva ao glúten e insistir em utilizar alimentos produzidos a partir de cereais que contêm esta proteína é estar disposto a seguir sofrendo de cólicas, anemia, perda da densidade óssea, perda de peso, lupus, fadiga, depressão, entre muitas outras condições nada agradáveis ao dia a dia.

O glúten pode afetar a saúde do Celíaco de maneira surpeendente. A gliadina (uma glicoproteína que compõe o glúten) literalmente corta ou atrofia as vilosidades (uns pelinhos) da mucosa do intestino delgado causando prejuízo (felizmente reparável, se tratado a tempo) na absorção de nutrientes, vitaminas e sais minerais, além de água. E é por isso que se o problema aparece na infância, a criança acaba por não ter um desenvolvimento adequado para a idade, podendo sofrer, inclusive, problemas gravíssimos como a desnutrição que pode levá-la à morte.

É interessante saber que esta condição é, em sua maioria, de caráter hereditário e afeta duas vezes mais as mulheres de que os homens, em diferentes idades.

A má absorção de nutrientes pelo intestino delgado causa uma diminuição drástica nos níveis de vitaminas A, D, E, K e B12 e este é o principal motivo pelo qual há a perda de peso e a falta de energia, ou fadiga, pois a falta destes nutrientes pode propiciar a aparição de uma anemia severa, ou megalobástica. Além disso, a falta da vitamina K no organismo pode levar a hemorragias difíceis de ser controladas. Tudo isso ainda pode ser piorado pelo fato de que a Condição Celíaca propicia um crescimento bacterial no intestino delgado que só faz piorar a má absorção de todos os nutrientes necessários para um bom funcionamento do organismo.

E então? Ainda acha que se livrar deste veneno que é o glúten ainda é uma má idéia? É bom repensar e começar a se adaptar a uma nova vida que pode ser muitíssimo melhor do que a que você aprendeu a viver até agora.

Namastê __/\__

Friday, July 20, 2012

Mas afinal, o que é ser Celíaco?



Ser Celíaco é ser portador da Doença Celíaca, que aliás, eu prefiro chamar de condição e não de doença.

A Condição Celíaca é uma intolerância definitiva ao glúten, proteína encontrada em cereais como o trigo, a aveia, o centeio, a cevada e o malte, e, obviamente em todos os produtos fabricados a partir destes cereais, a exemplo de pães, massas, pizzas, biscoitos doces e salgados, cerveja, whisky, vodka, alguns doces, principalmente os produzidos a partir do chocolate maltado, etc. Mas será que é motivo para desespero?

Nas pessoas que possuem a Condição Celíaca o glúten deixa à mostra todo o seu potencial tóxico, que vai mais além do seu poder nutricional; e vendo por este ponto de vista, livrar-se desta proteína é mais um benefício do que um malefício para a saúde. Basta estar disposto a fazer uma total adaptação à vida diária.

A maioria dos Celíacos costumam ter sintomas clássicos como diarréia, perda de gordura nas fezes, vômito, perda de peso (ou dificuldade para adquirí-lo), inchaço nas pernas, anemia grave, problemas de pele e unhas, queda de cabelo ou pelos do corpo, baixa fertilidade, problemas menstruais, sinais de desnutrição, mas estes são somente alguns dos sintomas que o Celíaco pode apresentar. A lista é interminável, pois muitos Celíacos não apresentam nenhum dos sintomas acima citados, senão outros que parecem não estar relacionados ao problema, mas que sim, estão, como já se pode saber da obesidade, problemas neurológicos, entre muitos outros.

A Condição Celíaca pode ser diagnosticada através de exames de sangue, ultrassonografia do abdômen, mas o diagnóstico mais preciso vem através da biópsia do intestino delgado, parte do organismo que mais sofre com o problema.

Quando a Condição se apresenta na infância, a demora no diagnóstico pode levar a criança a deixar de se desenvolver adequadamente, parando de crescer e começando a perder peso de forma visível, mesmo quando a criança come grandes quantidades de alimentos.

Por ser uma Condição definitiva, o único tratamento é a retirada total de alimentos e produtos que contenham esta proteína, o que se torna um pouco difícil pelo hábito que temos, há anos, de nos alimentar basicamente de produtos fabricados a partir dos cereais com glúten. O pãozinho de todas as manhãs, o biscoitinho do lanche, a aveia com iogurte, o bolinho da tarde... mas na verdade a alimentação a base de glúten é menos nutritiva do que a alimentação baseada em milho, arroz integral, quínoa, mandioca (aipim), frutas e vegetais, podem acreditar e é totalmente possível viver muito mais saudavelmente, mesmo sendo portador desta Condição.

Há pouco tempo descobri que minha filha menor é portadora desta condição e, embora eu (a mãe) e o pai não sermos Celíacos também adotamos para nossas vidas esta dieta (estilo de vida) que vem se mostrando muito melhor do que o que ao que estávamos acostumados. Há anos somos veganos, e inclusive minha filha foi criada assim desde o nascimento e sempre foi uma criança muito saudável, tanto que os sintomas passaram quase desapercebidos, não fosse minha insistência pelo o fato dela não subir de peso há 3 anos, embora crescesse e se alimentasse bem, não teríamos nos dado conta do problema, pois nunca apresentou nenhum dos outros sintomas já mencionados.

O fato é que hoje estamos vivendo muito melhor, mais contentes, ela já subiu de peso, cresceu mais ainda, e eu, embora não Celíaca, sinto muito mais disposição para fazer as coisas, perdi o sobrepeso que estava devido a problemas hormonais próprios de minha idade, e a vida vai de vento em popa!

Viver de forma mais saudável, vale a pena!!!

Namastê! __/\__

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